5.20.2008

Pontos de luz


Os locais iluminados refletem a verdadeira natureza do lugar. Vê-se.

to blog or not to blog

Se tivesse tempo, blogava mais. Escrevia o que me apetecesse e mostrava as fotos que tiro. Mas o tempo escapa-me entre os dedos da mão. As noites são curtas e os dias longos. Sol a Sol se vai trabalhando. Percorro o país de norte a sul. Agora norte, ontem sul. Este, oeste, ponto.

3.17.2008

corner lips



etapa

Todos os percursos são sempre feitos de pelo menos duas coisas: têm sempre um inicio e têm sempre um fim.
Neste momento encontro-me entre um fim e um inicio. Não estou num percurso. Já terminei o anterior mas ainda não começei o seguinte. Estou prestes a iniciar. Alías, já iniciei. Sim. Já la estou, e gosto do que antevejo.
Todos os percursos são iniciados com um pequeno passo. E são três coisas então que todos os percursos têem em comum. Principio, fim e 1º passo. Por vezes começamos sem o saber, por vezes terminamos sem dar por isso. E por vezes é tudo tão calculado que parece uma conta de somar.Só queremos mais e mais e mais.

1.11.2008

de buraco em buraco

Dentro de um buraco, é possivel criar outro buraco?
Haverá maneira de perfurar um buraco, já de si aberto,
criando assim um outro buraco dentro do mesmo?
Mas tentando ir à raiz da sua existência, verificamos que:

BURACO

1ª pess. sing. pres. ind. de buracar

por furaco <>

substantivo masculino

orifício
pequena abertura natural ou artificial em qualquer superfície
cova
barranco
vala
toca de pequenos animais
lacuna
falta
espaço oco
vazio
vácuo


Do brasil
situação dificil ou complicada

Astronomicamente
negro: gigantesco campo de força que não emite radiação por possuir uma enorme densidade, ou seja, uma elevada força gravitacional que absorve qualquer matéria que passe próximo, e que não permite que matéria, luz ou outro sinal possam dele escapar.

Mas o que faz um buraco, um buraco?
O seu vazio no interior ou a matéria que o rodeia?
E se só o podemos definir na sua fronteira, será que ele existe mesmo?



altos vôos


1.10.2008

Ó Vila de Olhão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não Com papas
e bolos Engana o burlão

Os que de lá são
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão

Ó flor da trapeira
Ó rosa em botão
Tuas cantaneiras
Bem bonitas são Larga ó pescador
O que tens na mão
Que o peixe que levas
É do teu patrão
É do teu patrão
É do teu patrão

Limpa o teu suor
No camisolão
Que o peixe que levas
É do cais de Olhão

Vem o mandarim
Vem o capitão
Paga o pagador
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão
Não paga o ladrão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não

Quem te pôs assim
Mar feito num cão
Foi o tubarão
Foi o tubarão
Foi o tubarão

Mulher empregada
Diz o povo vão
Que aquela empreitada
Não dá nada não

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha da povo
Madrasta é que não
Madrasta é que não
Madrasta é que não

Ó pata descalça
Deixa-me da mão
Que os da tua raça
Já não pedem pão

Passa mais um dia
Todos lembrarão
Passa mais de um ano
Já não pedem pão

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não



Letra e música de Zeca Afonso (1964)


Algarviada




FLORIPES
filme de
Miguel Gonçalves Mendes
"Diz a lenda que Floripes, uma moura encantada, deambula pela cidade de Olhão todas as noites, transportando uma grande tristeza e melancolia. Ela representa o medo e o sofrimento desta comunidade de pescadores. Diz-se que estes, quando hipnotizados pelas palavras da mágica e misteriosa mulher, morrem se forem para o mar… Este mito é uma forma de evocar os receios e o maior medo destes homens e mulheres: a morte. FLORIPES é uma singular, e entre nós rara, experiência de cruzamento do registo documental com a ficção."

in IndieLisboa2007
mais info:

12.14.2007

sala de espera





balcão de cafe

Feito de curvas e contra curvas, serpentiando bancos altos e robustos.Fronteira horizontal que separa empregado de cliente. Delimita a zona de acção e é onde tudo se passa. pede-se e recebe-se. Saí palavra vem cafe deixam-se moedas. Tudo isto sobre a madeira escura, enegrecida pelo tempo e pelo pano que se entrega a ele, dia após dia.

12.12.2007

fragmentos da noite





O olhar é prendido por vezes a coisas simples.

11.29.2007

passagem para a outra margem

Observo atentamente o metal que me separa da paisagem, tento perceber a sua lógica.